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Everest e muito mais

As expedições da pré monção no Himalaia 2015

Apesar de já ter sido registrado os primeiros cumes (e as primeiras tragédias) no Annapurna, a temporada de ascensões da pré monção no Himalaia acaba de começar e promete fortes emoções

Fonte: Desnivel

A temporada de pré monção de 2015 às montanhas de 8 mil metros do Himalaia começou já aos fins do inverno, quando as primeiras expedições chegaram à base do Annapurna para aproveitar o tempo mais frio e estável da neve para diminuir o risco de avalanches naquela montanha.
 
Os mais adiantados tiveram como prêmio o cume na semana passada. A expedição da agência nepalesa “Dreamers Destination International” colocou 13 pessoas no cume no dia 24 de Março. Entretanto, durante o descenso, numa época mais fria e com menos tempo de luz, acabou ocorrendo uma tragédia, com o falecimento do top climber finlandês Samuli Mansikka e o guia Pemba Sherpa. Samuli era um grande escalador e amigo pessoal do guia argentino/brasileiro Maximo Kausch que ficou consternado ao saber da notícia.
 
O espanhol Carlos Soria e sua equipe se encontram naquela montanha. Eles já realizaram o processo de aclimatação e estão prontos para lançar o ataque ao cume assim que as condições de tempo estejam boas para isso. Além do Annapurna, o montanhista de 76 anos de idade tem a permissão para tentar a escalada o vizinho Dhaulagiri.
 
Everest, o grande circo
 
Apesar das notícias negativas que sobre a temporada do ano passado no teto do mundo, sobre massificação, avalanche catastrófica, problemas com Sherpas etc, o Everest será mais uma vez o cenário mais disputado pelos montanhistas. Alguns dos mais ousados colocaram a sua frente a realização de grandes desafios. É o caso de Kilian Jornet, que irá acompanhado de Jordi Corominas e Jordi Tosaspensando, buscando o recorde de velocidade da montanha.
 
A vertente norte da montanha acumulará a maior quantidade de expedições com objetivos esportivos. Uma das mais interessantes é a que tem como protagonista um vencedor de Piolet D’or, Raphael Slawinski, além de David Göttler e Daniel Bartsch. O trio tentará abrir uma nova rota ao lado da aresta noroeste, sim oxigênio e sem ajuda de Sherpas.
 
Também haverá a nova tentativa de Ralf Dujmovits em fazer o teto do mundo sem oxigênio. O alemão já fez 13 dos 14 oito mil desta forma. Junto com ele há mais 4 pessoas com a mesma intenção, a canadense Nancy Hansen e os alemães Dominik Mueller, Alix von Melle e Kuis Stitzinger.
 
Ainda no Everest, haverá a tentativa por Matt Moniz e o argentino Willie Benegas em descer de esquis o couloir do Lhotse. A guatemalteca Andrea Cardona também estará por lá para realizar a tentativa de fazer o Everest e o Lhotse na mesma investida e o montanhista cearense Rosier Alexandre estará fazendo sua tentativa de cume e assim finalizar o projeto dos 7 cumes.
 
No Lhotse, outra expedição brasileira. Desta vez Carlos Santalena tentará junto com José Eduardo Sartor Filho o cume da quarta montanha mais alta da terra.
 
Ascensões esportivas no Manaslu
 
A última das montanhas com mais de 8 mil metros que atrairá o interesse esportivo nesta temporada será o Manaslu. Nesta montanha o top climber italiano Simono Moro e Tamara Lunger realizaram a tentativa de fazer uma travessia do cume principal da montanha até o Pináculo Leste. Por outro lado, o romeno Horia Colibasanu e o eslovaco Peter Hámor pretender escalar a montanha sem oxigênio e sem ajuda de Sherpas uma rota pouco convencional pela face norte.
 

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