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Fotografia

Brasileiros lançam projeto literário para custear a construcão de uma escola no Nepal

A tragédia do terremoto que devastou o Nepal e o norte da Índia em abril deste ano uniu os autores do projeto Dharma – Karina Oliani e Andrei Polessi – numa ideia simples: transformar as melhores imagens de suas experiências na região em um livro de fotografias.

Fonte: Redação

Além de servir como um registro visual antropológico da cultura local, o livro também servirá como base para a arrecadação de recursos para a construção de uma escola local, colaborando com a reestruturação da vida das vítimas do desastre natural. O projeto Dharma está atualmente ativo em uma plataforma de financiamento coletivo, e já atingiu quase metade de sua meta final. É possível colaborar com diferentes quantias. 

O LIVRO

Selecionadas entre milhares de imagens, o livro trará em 176 páginas as fotos que melhor transmitem a beleza do cenário, da cultura e do povo da Índia e do Nepal. Um passaporte para que os leitores viajem junto com os autores por paisagens espetaculares e personagens insólitos. Destinos que atraem tanto pela receptividade do povo, quanto pela religiosidade e história milenar – além de ser um dos principais destinos de escaladores, montanhistas e aventureiros.

 
Trará ainda textos de apresentação da obra, em inglês e português, escritos pelos autores e por colaboradores convidados: Andrea Estevam (diretora de redação da revista Go Outside) e Máximo Kausch (colunista do Alta Montanha, alpinista, guia de expedições de alta montanha e recordista mundial em montanhas com mais de 6 mil metros, com 70 cumes conquistados ).
 
Além da recompensa escolhida, os apoiadores deste projeto contribuirão com a construção de uma escola no vale de Patle. Desde 2013, Karina Oliani mantém ações de ajuda ao povo desta localidade, com os esforços organizados por Pemba Sherpa – seu parceiro de escalada, com quem conquistou o cume do Everest – e que vem atuando desde então, como representante da comunidade local.
 
Com os recursos sendo entregues pessoal e diretamente à comunidade, além da eliminação de uma grande parcela de burocracia e perda de recursos com taxas governamentais, o custo da obra cai significativamente: infelizmente, a verdade é que os preços de materiais de construção e transporte praticados, é um para os moradores locais e outro (geralmente o dobro), para ONGs e instituições internacionais de ajuda humanitária que atuam na região. O custo da obra de construção de uma escola local que atenderá aproximadamente 100 crianças, está orçado em US$ 5 mil dólares. O dinheiro será entregue diretamente à comunidade e todo processo de construção poderá ser acompanhado no site do projeto.
 
A data de previsão de entrega dos recursos, casa com o término do período das monções, época do fim das chuvas e propícia para o início das obras. O trabalho de construção é realizado dentro de um sistema de mutirão comunitário voluntário, onde os próprios moradores oferecem a mão-de-obra necessária.
 
Os autores
 
Karina Oliani foi a brasileira mais jovem a conquistar o cume do Everest em 2013. Mas seu namoro com o Nepal e os Himalayas começou muito antes. Desde 2010, quando trabalhou como médica no Acampamento Base da montanha por 3 meses, Karina se apaixonou pela beleza – não só geográfica e colossal de suas montanhas e vales – mas também pela beleza de seu povo e da cultura nepalesa. Entre idas e vindas, já foram cinco visitas ao país que somadas, dariam quase um ano de permanência na região. Nesse período, colecionou mais de 5 mil negativos com imagens únicas, a maioria delas de paisagens acessíveis a poucas pessoas no planeta. Pessoas que têm a coragem, o preparo e a sorte, de conseguir chegar a este canto tão remoto e inóspito para registrá-las. E depois, é claro, voltar sãs e salvas para mostrá-las.
 
Andrei Polessi sempre escolheu fazer seus próprios roteiros de viagem, ou melhor dizendo, não fazê-los: viajar com destinos certos e programações pré-definidas nunca foi o seu forte. Teve a sorte de carimbar seu passaporte em mais de 25 países, muitos deles rotas turísticas pouco convencionais. Sua paixão pela fotografia sempre permeou suas viagens, transformando seus registros em verdadeiros diários visuais dessas vivências – uma forma de se conectar genuinamente com as pessoas e culturas locais. Foi com esse olhar que em 2007, capturou personagens e cenas do cotidiano da Índia e do Nepal: andando pelas ruas, conversando com os locais e se entregando ao acaso.

Conheça mais sobre a ideia por trás do projeto assistindo o vídeo abaixo:

 

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