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Escalada

Pura adrenalina na face noroeste do Pico Paraná

Subida pela face noroeste, via crista localizada entre União e o Pico Paraná, saindo de Bairro Alto, Antonina, em grande companhia.

Fonte: Julio Fiori

Muito montanhista ao cruzar pelas encostas do Caratuva já admirou as paredes verticais do Pico Paraná, União e Ibitirati, mas certamente poucos se imaginaram subindo por elas. Não é o caso de Danilo Vidal Blasi, Oliver Peppes e Ollyver Rech Bizarro que encararam o desconhecido a partir do Disco Porto no dia 27 de agosto de 2016 para atingir o cume do Pico Paraná ao entardecer do dia seguinte.

Subiram pelo leito do Rio Cotia para depois adentrar num vale estreito a esquerda e finalmente percorrer a crista direita em direção ao cume do União. No terço final da montanha tiveram que escalaminhar sem proteção, em solo, uma via graduada como III sup (escalaminhada tensa), E4 (E5 é exposição máxima) e M3 (maior graduação para trepa mato).

Esta escalada na face noroeste do União é feito inédito, sendo que apenas temos registro da descida por esta face do Arlindo Renato Toso em companhia do Waldemar (Gavião) Buecken, René Pugsley, Gerdt (Titio) Hatschbach e outros sete montanhistas em meados dos anos 1960.

Parabéns aos desbravadores que nos deixam um relato completo da escalada na coluna “Sua Aventura” que na realidade é um convite para que outros destemidos possam seguir seu exemplo. Desafios inéditos não faltam na Serra do Mar Paranaense.

Veja o relato completo em: Travessia frontal do conjunto Pico Paraná, “Filo Noroeste” paranaense

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