06/01/05 - Investida ao cume (El Plomo) - altitude 4800m - temperatura 5 graus
negativos
4:30h desperta o Suunto. Dentro da barraca a temperatura está 0 grau.
Ao sair da barraca constatamos que o lago virou pista de patinação. A noite aqui
fora deve ter sido um pouco mais gelada.
Tivemos também a oportunidade de ver os glaciares superiores do El Plomo
iluminado pela luz da lua crescente. Que visual!
Mas nem tudo estava perfeito, a puna desta vez estava mais forte.
Ambos acordamos no meio da noite com dor de cabeça.
Um de nós (Murilo) tomou remédio, pois a dor estava forte e acompanhada de
enjôo. Aspirina pra goela.
A reação do MAM é diferente em nós. Em um a dor de cabeça é constante do início
ao fim do dia. No outro ela aparece e some, aparece e some.
De qualquer forma, só começamos a caminhar em direção ao cume as 8:00h, já
melhores. No caminho, passamos por cascatas de gelo e pequenos glaciares.
Quando entramos na parede final, a subida se tornou íngreme e várias paradas
para recuperar o fôlego tiveram que ser feitas.
Passamos por um refúgio parcialmente destruído (provavelmente por avalanches de
inverno) e continuamos subindo.
Quando chegamos aos 4800m, não deu mais. A dor de cabeça aumentou e para evitar
sintomas mais graves do MAM abandonamos a idéia de chegar ao cume.
Não foi dessa vez que conhecemos o ponto mais alto do El Plomo. Foi uma pena,
porque daria para ver o Aconcágua lá de cima.
500 metros abaixo paramos para comer um pedaço de queijo e um punhado de
amendoim.
Ali mesmo a dor de cabeça passou. Pensamos em tentar novamente, mas não adianta
insistir. A estória iria se repetir.
Precisaríamos passar mais um dia para nos aclimatarmos a essa altitude.
Como o El Plomo não é o foco dessa viagem, tiramos as últimas fotos lá de cima e
voltamos para o acampamento.
No acampamento às 13:00h fazia um calor insuportável. O Sol batia forte. Não
ventava. A temperatura chegava aos 30 graus a 3900m.
Não havia sombra alguma ali. Dentro da barraca nem pensar, um forno. É
impressionante a variação de temperatura durante o dia. De noite, -5, de dia
+30.
De repente aparece um 3o elemento no nosso acampamento. Um chileno, meio pálido,
se aproximou e se instalou no local. Um sujeito, chamado Francisco, conversador e curioso.
Nos disse que estava com mais 2 amigos no acampamento superior e havia vomitado
4 vezes. Estava descendo para se recuperar e tentar subir no dia seguinte.
O jantar de hoje foi adiantado para às 17:00h e aproveitamos o calor do dia para
fazê-lo do lado de fora da barraca.
Outro sucesso de culinária: macarrão fetuccine, bacon, queijo, molho de tomate e
adoçante em pó para tirar a acidez (esse é o truque).
Hasta pronto!
Murilo e Rurik
|
|
|