07/01/05 - Regresso a Santiago - altitude 650m - temperatura 30 graus
Despertamos às 5:30 da manhã para desarmar o acampamento e voltar para o
Chile para um bom banho e um jantar merecidos. Primeira visão ao sair da
barraca foi um luar espetacular e um céu limpo, muito limpo. É claro que
aproveitamos para montar o tripé da máquina e tirar varias fotos até ter no
visor da máquina digital o melhor resultado.
Tardamos uma hora para empacotar as coisas, colocá-las na mochila e por
último desarmar a barraca. Abrimos um pacote de bolacha de chocolate já
esfarelada por ter ficado muito amarrotado na mochila e mandamos ver. Foi um
ótimo café da manhã a base de água gelada e bolacha esfarelada.
Às 7:30 da manhã começamos a caminhar já com o dia clareando. Sinal de um
dia espetacular. A cada uma hora de caminhada nos deparávamos com um lugar
perfeito para uma foto. O processo de retirar o tripé da mochila, montá-lo,
posicionar a máquina e tirar a melhor foto se repetia a cada uma hora ou
trinta minutos de caminhada.
Depois de 5 horas de caminhada com muitas fotos chegamos ao início das
rampas de Ski de La Parva. Para adiantar o processo, ligamos do celular para
o taxista Roberto. Uma hora depois caminhando pelas pistas de ski sem nem
sinal de gelo nos encontramos no local combinado.
La Parva nesta época do ano lembra uma cidade fantasma. Com suas mansões e
hotéis fazem a gente imaginar que aquilo deve ser bem diferente na temporada
de inverno. É um lugar que com certeza vale a pena voltar numas férias
mais tranqüilas.
Entramos no táxi e com o calor que fazia ali a primeira coisa foi tirar a
blusa e tomar um pouco de água. Depois de uma hora de descida pela estrada
sinuosa chegamos a plaza San Henriquez. Pagamos os 15.000 pesos chilenos ao
Roberto e tomamos um ônibus ate o Hotel.
Depois de um banho fomos à procura de um restaurante. Até que não
estávamos preocupados com o preço. A primeira coisa que perguntávamos é se
vinha bastante comida. Entramos num restaurante típico chileno. Pedimos um
filé chileno e para quebrar o clima e uma leve comemoração da aclimatação
pedimos duas coronas. Foi só para saborear, pois não quisemos comprometer a
nossa aclimatação. É claro que depois da corona tomamos mais um só
choppinho para experimentar o chopp chileno. Não poderíamos sair dali sem
prová-lo. Mais foi só, paramos ali.
Fomos, então, comprar as passagens para Mendoza. O ônibus partia no dia seguinte às 7:50 da manhã no
terminal de ônibus do Chile. Para ir ate lá vamos tivemos que acordar bem cedo e pegar um metrô.
Eram 23 horas quando fomos despejados do internet café.
No meio do caminho descobrimos que nossos pesos chilenos tinham se acabado, ou seja, não tínhamos dinheiro
para pegar o metrô no dia seguinte. E neste horário todas as casas de câmbio estavam fechadas.
Voltamos atrás até o internet café e tentamos trocar uns dólares. A
responsável hesitou, tivemos que explicar nossa situação para depois
conseguir trocar míseros dois doletas (suficiente apenas para comprar duas
passagens de metrô).
Hasta pronto!
Murilo e Rurik
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