Piolets
por Beto Joly

A História
Em meados do século 19 os fabricantes que trabalhavam nas cidades aos pés das grandes alturas alpinas entraram em contato com os "senhores" que a caminho para as montanhas, começaram a pedir-lhes que modificassem as ferramentas para trabalhar no campo, em uma nova ferramenta mais leve.


Assim nasce o piolet.
A cabeça destas ferramentas era forjada a mão com o melhor aço que estas fábricas podiam dispor: recuperado das das vias férreas, se elaboravam pacientemente dando quantidades enormes de marteladas. Se acrescentava depois um cabo de sólida madeira fresno e uma ponta também vinda da forja. Os piolets de hoje estão muito muito mais evoluídos, mas o desenho de base tem continuado igual e o sistema de fabricação foi trocado, agora existe a industrialização do produto.


Utilização
1 - Como apoio: comprove que a ergonomia da cabeça e da pá são cômodos para as mãos, não parece muito importante mas, depois de pouco tempo a diferença será notada. Não se deve escolher um cabo demasiadamente curto, abaixo dos 55 - 60 centímetros no será de nenhuma serventia sobre uma crista afilada.
2 - Para talhar degraus: os antigos piolets que eram mais pesados para esta finalidade, eram mais eficazes e "potentes". Depois da invenção dos crampons e da evolução de técnica tem deixado esta operação muito menos comum, de qualquer forma um "verdadeiro piolet" deve ser adequado para talhar no gelo apoios para os pés, para cortar uma cornija ou liberar o caminho de um trecho instável.
3 - Como ancoragem rápida no gelo: uma passagem pelos seracs mais tempestuosos no caminho do refúgio (uma parede sobre a qual a neve não está bem assentada) e até mesmo para a saída de uma greta inesperada durante uma jornada de esqui de travessia (seja para quem esteja dentro ou para quem de fora deva ajudar a sair).


Como afiar o piolet
Usar uma lima de dentes finos e nunca uma grossa que pode danificar o tratamento térmico com uma temperatura excessiva. Quanto mais duro for o gelo, mais deverá ser afiado, também se desgastará antes. Pode-se dar à ponta um ângulo positivo ou negativo. Com um ângulo positivo talha com maior facilidade mas é mais frágil quando golpeia contra a rocha. Um ângulo negativo talha melhor os degraus sem permanecer cravado e em caso de uma autodetenção devido a um possível escorregão tem uma freada mais suave, sem trancos. será por isto mais adequado que um piolet destinado a um uso clássico.


Informações Úteis
- Não aquecer nunca as partes de aço, por nenhum motivo, o tratamento térmico resultaria danificado e com isso a resistência e durabilidade do piolet.
- Não golpear o cabo do piolet contra os crampons para fazer a limpeza de eventuais acúmulos de neve, pode danificar o verniz ou a borracha. Dentro dos limites razoáveis isso não compromete a integridade da ferramenta, somente seu aspecto estético.


- Não esqueça um piolet molhado ou sujo em uma mochila ou em lugar úmido, lavá-lo e secá-lo ao ar livre antes de guardar.
- Um piolet não é eterno, pode se deteriorar com o uso intensivo ou principalmente com o abuso. Por isto será melhor inspecioná-lo regularmente sobretudo antes de uma ascenção na qual se deva depender dele.


Considerações Finais
Um piolet será um fiel aliado por longo tempo, procurar um modelo de boas características técnico-construtivas, com o tempo esquecerá o preço inicial e a cada investida à montanha levará consigo algo que vale a pena.

Fonte de Pesquisa: Barrabés


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