Retinografias obtidas 3 semanas após a exposição à altitude
Retinografias de Maximo obtidas 7 semanas após a exposição à altitude
Angiofluoresceinografias das retinas de Maximo
Ninguém sabe ao certo como e quando a Retinopatia de Altitude aparece. Devido ao fato dela não estar só ligada à baixa pressão e baixa concentração de O2, mas também à desidratação e exaustão, é muito difícil estudar esta doença em laboratório. As poucas imagens obtidas de retinas de escaladores, não são recentes, pois estes demoram dias ou até semanas em chegar a um oftalmologista capacitado em capturar imagens da retina. Analisando estatísticas e relatos, podemos abordar certos fatos que podem causar o problema:
- Aclimatação ruim
- Exaustão física
- Concentração exagerada e repentina de hemoglobina no sangue
- Hipóxia Crônica
- Variações bruscas de altitude adicionadas a uma ou mais causas descritas acima
No entanto ainda temos muitas questões:
- Porquê alguns indivíduos parecem ser imunes à doença?
- Porquê é que alguns desenvolvem a doença, mesmo tomando todos os cuidados necessários? Existem pessoas com predestinação genética à doença?
- A que altitude começa aparecer o problema?
Ter um derrame retinal não significa que você vai ficar cego. Repare que além do pequeno ponto no centro da minha visão (segunda foto), outras dezenas de derrames se espalham por toda a retina, alguns deles muito maiores do que o do centro. Nenhum destes outros derrames me trouxe problemas.
As retinografias da primeira foto, por exemplo, Há dezenas de derrames. Apesar das hemorragias serem aparentemente grandes, elas foram totalmente absorvidas 2 meses após a exposição à altitude.
Tudo vai depender da sorte que você tiver. Se você já passou mal na altitude alguma vez, é um grande candidato para um derrame retinal. Se este não afetou a sua visão, você nunca vai saber se teve um, pois não procurou um oftalmologista para saber (não culpo ninguém por isso, pois tirar fotos da retina é um processo um tanto incômodo).
Geralmente, os derrames são absorvidos entre 2 a 8 semanas após o indivíduo ter descido às altitudes normais. Em boa parte dos casos, os derrames não deixam seqüelas, e são absorvidos totalmente. No entanto, em poucos casos, cicatrizes persistem, e o dano é irreversível.
É um tanto quanto que raro, mas alguns derrames podem ficar ainda maiores. Para se assegurar de que isso não está acontecendo, oftalmologistas injetam um líquido com contraste fluorescente no sangue e acompanham a circulação do próprio através de câmeras com filtros especiais. As imagens são chamadas angiofluoresceinografias (terceira foto). O processo permite saber se existem rompimentos de vasos na retina, o que indica que o derrame pode aumentar. A melhor maneira de evitar que as hemorragias aumentem, é descer assim que você perceber e procurar um profissional para descobrir o que está acontecendo.
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