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A origem do prato é bastante controversa, mas é certo que se iniciou usando a técnica indígena de enterrar a panela de barro numa vala e cobri-la com folhas de bananeira para então acender uma fogueira por cima, deixando cozinhar por 24 horas.
Como a carne ficava muito seca, os caboclos passaram a tapar as panelas e vedar as tampas com uma pasta de farinha de mandioca e cinzas para evitar a fuga do vapor. Chamou-se isto de barrear.
Em virtude deste ritual trabalhoso, nunca foi um prato corriqueiro. Era preparado as vésperas do entrudo, festa profana precursora do carnaval.
Muito saboroso e energético pode ser requentado inúmeras vezes sem alteração de sabor, então a mulher podia parar com seus afazeres domésticos e acompanhar o marido durante os três dias de festa, dedicando-se somente à dança do fandango.
O prato típico do litoral é composto de carne, toucinho e temperos acompanhado por farinha de mandioca e banana, sendo servido em todos os restaurantes da região em conjunto com uma grande variedade de frutos do mar.
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