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Chegue à Borda do Campo bem cedo, de preferência antes do sol, e percorra o primeiro trecho do caminho ainda na penumbra que antecede o amanhecer. É quando os pássaros acordam e entoam o seu canto enchendo a mata de melodia. Ande atento e silenciosamente que poderá ver criaturas furtivas no chão da floresta ou nas árvores.
Depois de passar pelo morro do Pão de Loth começa a descida da serra e a esquerda fica a Pedra do Descanso onde existe uma pequena gruta com uma fonte de água gelada e cristalina. O calçamento começa em seguida e daqui pra frente tome muito cuidado pra não escorregar. Um bastão pode ajudar bastante.
Nas ruínas da Casa do Ipiranga, antes de cruzar os trilhos e prosseguir no caminho, tome a direita e acompanhe os trilhos por 300 metros até a pequena central hidroelétrica. Vai encontrar uma linda cachoeira e uma grande piscina em meio a muitas ruínas interessantes.
Entre a Casa do Ipiranga e a descida do Cadeado, o caminho apresenta algumas subidas e descidas e reserva algumas surpresas. Uma bonita cachoeira e trechos de trilha bem largo com o calçamento bem definido contrastam com alguns trechos de árvores caidas e um pouco de lama. A mata atlântica ao redor torna-se exuberante.
A meio caminho parte uma trilha a esquerda para a estação Véu de Noiva passando sobre a barragem da represa. Então, não se descuide do calçamento a menos que deseje trocar de passeio. Depois de cruzar um arroio bem perto da grande cachoeira, inicia-se a subida em direção a passagem do Cadeado e a esquerda se abre uma janela com vistas ao Pico do Diabo.
Do alto do morro o caminho se precipita em inclinados e escorregadios zig-zags, onde é quase impossível não escorregar, até a famosa passagem do Cadeado aberta à pólvora pela expedição do Tenente Coronel Sampayo, quando se mudou em definitivo a trajetória do caminho. A seguir aparece uma escadaria de ferro, os trilhos da ferrovia e o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado.
A imagem de Nossa Senhora foi retirada há muito tempo, mas de cima do mirante se tem a mais espetacular vista do conjunto Marumbi - a montanha azul - e subindo poucos metros pelos trilhos se encontra água gelada vertendo do paredão. Outros fregueses assíduos do lugar são os serelepes - pequenos esquilos - e o caminho continua morro abaixo por outra série de zig-zags até o Rio São João.
Entre o Rio São João e o Taquaral havia uma grande clareira com muitas edificações onde era cobrado o pedágio e procurando um pouco se encontra muitos cacos de telha e restos de fundações espalhados pelo chão. O caminho acompanha o rio Taquaral - antigo Itupava - e nos revela uma última surpresa, a enorme raiz em forma de réptil que atravessa a trilha, é o "Lagarto".
O trecho restaurado termina na estrada, a direita se sobe para a estação de Engenheiro Lange e para o Marumbi, onde existe o camping, porém o caminho continua a esquerda, descendo a estrada e o calçamento aflora em alguns trechos.
Alguns metros antes do centro de visitantes parte a trilha para o Salto dos Macacos, onde se atravessa o rio com o auxílio de uma ilha, e mais adiante começam as Prainhas junto a uma ponte pênsil e alguns bares. Aqui sempre é possível embarcar numa das kombis que trazem os praticantes de boiacross e encurtar a pernada até Porto de Cima.
Em Porto de Cima há tempo de sobra pra tomar um refrescante banho de rio ao lado da ponte de ferro e depois se reidratar com o inusitado "suco de banana" do Templo dos Licores, na entrada da praça da igreja.
Para chegar a Morretes o mais barato é pegar uma carona ou contratar uma das kombis de bóias, mas sempre há a possibilidade do táxi, mas não esqueça, o último ônibus para Curitiba parte as 21h10min, boa viagem.
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